Ibiúna participará do Conselho da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Jean Marcicano, participou no último dia (22/10), em São Paulo, da cerimônia de posse do Conselho da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, que cumprirá a gestão 2018-2020. Ele assumiu como conselheiro e também representou o prefeito João Mello no evento, destacando a importância do órgão para a preservação ambiental e os esforços de Ibiúna para a construção de políticas públicas ambientais efetivas.

“A importância da reserva da biosfera é imensa, já que é reconhecida mundialmente e como qualquer outro conselho vamos discutir ações e propostas para a preservação da nossa Mata Atlântica. É um conselho reconhecido por lei”, disse o secretário ibiunense.

Os conselheiros foram empossados e certificados pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Trani. Participaram da posse do Conselho da Reserva da Biosfera, entre outros secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Trani; o diretor-geral do Instituto Florestal, Luiz Bucci, e o tenente-coronel Biagioni, da Polícia Ambiental.

A Reserva

A Reserva da Biosfera é um instrumento de conservação que favorece a descoberta de soluções para problemas como o desmatamento das florestas, a desertificação, a poluição atmosférica, o efeito estufa, entre outros. A Reserva privilegia o uso sustentável dos recursos naturais nas áreas assim protegidas e tem por objetivo promover o conhecimento, a prática e os valores humanos para implementar as relações entre as populações e o meio ambiente em todo o planeta.

Cada Reserva da Biosfera é uma coleção representativa dos ecossistemas característicos da região onde se estabelece. Terrestre ou marinha, busca otimizar a convivência homem-natureza em projetos que se norteiam pela preservação dos ambientes significativos, pela convivência com áreas que lhe são vizinhas, pelo uso sustentável de seus recursos.

A Reserva é um centro de monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como centro de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo. Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local e o melhor relacionamento entre os seres humanos e o meio ambiente.

Criadas pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - em 1972, as Reservas da Biosfera, espalhadas hoje por 110 países, têm sua sustentação no programa "O Homem e a Biosfera" (MAB) da UNESCO, desenvolvido com o PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com a UICN - União Internacional para a Conservação da Natureza e com agências internacionais de desenvolvimento.

É o principal instrumento do Programa MaB e compõe uma rede mundial de áreas que têm por finalidade a Pesquisa Cooperativa, a Conservação do Patrimônio Natural e Cultural e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC (Lei 9985 de 18 de julho de 2.000), em seu capítulo XI, reconhece a Reserva da Biosfera como "um modelo, adotado internacionalmente, de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais".

No Brasil a primeira Reserva da Biosfera, criada em 1992, foi para salvar os remanescentes de Mata Atlântica. O Programa Internacional Homem e a Biosfera - MaB aprovou em outubro de 1993 dois outros projetos propostos pelo Brasil: a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, integrada com a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e a Reserva da Biosfera do Cerrado do Distrito Federal. Em 2001 foi criada a Reserva da Biosfera da Caatinga, que cobre uma área de 198.000 Km². Ao todo são 7 Reservas da Biosfera no país: Mata Atlântica, Cinturão Verde de São Paulo, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia Central e Serra do Espinhaço. Para mais informações acesso ao site do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.

  

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